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Eu temo o Temer

Um clássico da música sertaneja, composto por Moraezinho e Auri Silvestre, interpretado por Sérgio Reis, chamado Panela Velha, tem em sua primeira estrofe os seguintes versos:

“Tô de namoro com uma moça solteirona/ A bonitona quer ser a minha patroa/ Os meus parentes já estão me criticando/ Estão falando que ela é muito coroa/ Ela é madura, já tem mais de trinta anos/ Mas para mim o que importa é a pessoa/ Não interessa se ela é coroa/ Panela velha é que faz comida boa”/

A partir do primeiro dia do ano, com a deslumbrante estreia de Marcela Temer e sua trança no cenário político brasileiro, e durante o mês de janeiro através dos acontecimentos, deu pra perceber que a mensagem da música, apesar de aparentemente mais atual do que nunca, não é uma verdade absoluta. Michel Temer (PMDB) fez valer toda a sua habilidade na arte da conquista, possivelmente tonificado pela refeição preparada na panela de sua mulher, abrilhantou a posse e articulou as indicações dos cargos em todos os escalões.

Temer, segundo os murmurinhos nos bastidores do Planalto Central, atuou como uma espécie de Ministro de Articulação Política, sendo o responsável direto pela divisão dos cargos, quase em sua totalidade. Estima-se que o vice-presidente repartiu o país entre petistas e peemedebista em proporções de 35 a 50%, respectivamente. Os 15% restantes deixou para os demais partidos da base aliada, enfurecendo o PT e deixando tudo azul para o PMDB. Dizem até que convenceu o ‘pobre’ Sarney – que alegou estar fazendo um esforço tremendo – a candidatar-se em chapa única a presidência do Senado.

Há alguns dias atrás, um amigo publicou no twitter a frase: “Eu temo o Temer”. De fato, é de temê-lo. Foi eleito três vezes para a Presidência da Câmara dos Deputados (em 1997, 1999 e 2009). Em 2009, foi apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) como parlamentar mais influente do Congresso Nacional. Conhece bem os meandros do congresso. Temer é tido como a “Eminência Parda” do atual governo. Superou o Dirceu e Gilberto Carvalho, estabelecendo a panela do PMDB como o alicerce do governo.

Na fábula infantil, Rapunzel é criada numa imensa torre, prisioneira do mundo, por uma bruxa malvada. O cabelo da menina nunca é cortado e é conservado como uma gigantesca trança. Um dia, um príncipe passando pelo local, ouve Rapunzel cantando, e decide salvá-la das garras da bruxa. Será que a torre é o Planalto, Dilma a bruxa e Marcela a Rapunzel? Com certeza, Temer não é um príncipe, nem muito menos os fatos uma fábula.

Rapunzel, Rapunzel, joga as tranças cor de mel!